Galiza na Literatura UniversalHistória da GalizaO Reino da Galiza em Orlando Furioso de Ludovico Ariosto

Orlando furioso de Ludovico Ariosto é considerada uma das obras primas da literatura europeia e pode ser definido como um poema épico de cavalaria ou um romance de cavalaria escrito em oitava rima (estrofe usada pela primeira vez por Boccaccio em Teseida em 1340).

A primeira edição da obra com 40 cantos é de 1516, enquanto a segunda e terceira edição foram publicadas respectivamente em 1521 e 1536, sendo que a última edição contém 46 cantos. O poema é dedicado ao cardeal Ippolito d’Este e apresenta motivo encomiástico.

Isabelle, filha do Rei da Galiza, é uma das personagens da obra canónica da literatura europeia Orlando Furioso, escrita por Ludovico Ariosto. Obra com enorme influencia na cultura europeia.

“La morte the Zerbino e il pianto di Isabella” (The death of the Zerbin and the complaint of Isabella).

“La morte the Zerbino e il pianto di Isabella” (The death of the Zerbin and the complaint of Isabella).
Giuseppe Bezzuoli; 1784–1855. (Ariost, Orlando furioso, XXIV. 85 ff.)
Oil on canvas, 98 × 110 cm. Inv. No. Giornale No. 4879th
Florence, Palazzo Pitti, Galleria d’Arte Moderna.
A personagem da princesa galega Isabelle é caracterizada na obra como apaixonada por Zerbino (príncipe escocês), tendo caído nas mãos de um bando de bandidos, ela é salva por Orlando. Ela vai posteriormente com Orlando ao lugar onde Zerbino está prestes a ser executado, mas Orlando salva-o e os dous amantes ficam reunidos (Canto XXIII). Com Zerbino vai em busca de Orlando, recolhendo as armas que o Conde espalhou por todo o lado. Encontram-se com Mandricardo. Zerbino duela com ele por posse da espada Durindana, e é ferido; morre nos braços de Isabel. (Canto XXIV).

Distraída das intenções suicidas por um eremita, dirige-se para um convento na Provença para se tornar freira. Mas ela encontra-se na boca do Rhône Rodomont, que a quer violar. Isabella, para manter a sua castidade, faz o mouro acreditar que conhece uma poção que os torna invulneráveis, e convida-o a experimentá-la nela. Ela acaba assim por ser morta por Rodomonte (Canto XXIX).

BIBLIOGRAFIA

GONZÁLEZ, I. (2008). “Isabella sono io, che figlia fui/del re mal fortunato di Gallizia”(Orlando Furioso, XIII, 4, vv, 1-2). In ” A mi dizen quantos amigos ey”: homenaxe ao profesor Xosé Luís Couceiro (pp. 205-212). Servizo de Publicacións e Intercambio Científico. Baixar artigo em PDF